Em 15 dias, valores previstos pelo São Paulo por Maidana triplicaram
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da bet vitoria:
da dobrowin: O São Paulo ficou perto de pagar muito menos para ter Iago Maidana do que acabou pagando. Na segunda metade de agosto, o Tricolor havia conseguido reduzir quase pela metade a pedida inicial da Itaquerão Soccer pelo zagueiro de 19 anos. Depois de barganharem em cima do valor de R$ 1,5 milhão, referente à multa rescisória, os são-paulinos caminhavam para reduzir as cifras para R$ 800 mil nos últimos dias do mês passado.
Duas semanas depois, no entanto, o martelo foi batido e, além do valor, o formato do negócio foi alterado. O pacote foi fechado por R$ 2,4 milhões (R$ 1 milhão à vista, R$ 1 milhão em dez parcelas e mais R$ 400 mil em metas futuras). Antes, as conversas com o ex-gerente da base do São Paulo, Júnior Chávare, direcionavam para empréstimo com pagamento da multa somente no fim de tal contrato – tal prática era comum no trabalho do agora executivo do Grêmio, como nos casos do volante Jeferson, do meia Shaylon e de outros tantos.
A Itaquerão Soccer, aberta há dois meses, contesta as informações. Segundo o empresário e sócio Fernando Moraes disse ao LANCE!, a primeira proposta oferecida aos tricolores em Cotia girava em torno de R$ 3,5 milhões. O agente ainda diz que a empresa aceitou a barganha dos dirigentes do Tricolor porque achou satisfatório lucrar R$ 1,6 milhão em apenas dois dias em que o zagueiro ficou vinculado ao Monte Cristo, clube goiano administrado pela Itaquerão.
– Em uma das reuniões com o Júnior Chávare, há mais de um mês, pedimos o pagamento de R$ 3,5 milhões, que seria feito somente no futuro, em dezembro de 2016. Depois eles foram barganhando, isso é outra coisa. Ao mesmo tempo, tínhamos consultas do Corinthians e até uma oferta do Atlético-MG e mesmo assim achamos que esse lucro já seria bom e que a visibilidade do garoto seria maior no São Paulo – defendeu-se Fernando.
Distribuidora de bebidas para onde o telefone da Itaquerão Soccer é direcionado (Foto: Reprodução)
Há, porém, mais uma contradição na história. Enquanto a Itaquerão Soccer diz ter investido R$ 800 mil para tirar Maidana do Criciúma, o clube catarinense alega ter recebido apenas R$ 400 mil. Se os números dos catarinenses forem corretos, o zagueiro teria se valorizado 500% nos dois dias em que esteve registrado ao Monte Cristo após o investimento da empresa paulista.
O São Paulo não tem comentado o assunto. Em versão oficial, a diretoria tricolor afirma ter negociado apenas com o clube goiano, sem a participação da Itaquerão Soccer. Getúlio Orlando de Souza, presidente do Monte Cristo, contou versão diferente ao L! na última terça-feira, bem como Fernando Moraes, que alegou ter tratado com o gerente-executivo José Eduardo Chimello.
-O pessoal da Itaquerão mostrou a proposta e eles aceitaram. O são Paulo ofereceu o salário e o Iago aceitou. Sei disso. Só falei com o pessoal da Itaquerão. Do São Paulo não conversei com ninguém. Vimos uma oportunidade de negócio, claro, porque sabíamos do interesse do São Paulo, que jamais entraria numa enrascada – explicou o mandatário do Monte.
Todo o sistema da negociação levantou suspeitas na Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A entidade avisou que irá notificar os três clubes envolvidos no processo: Criciúma, Monte Cristo e São Paulo. Com a proibição da Fifa para que grupos de investidores comprem direitos econômicos de atletas, a prática da Itaquerão Soccer estaria ilegal. O empresário Fernando Moraes rebate dizendo que a empresa funciona como administradora da equipe goiana.